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A terceira plataforma e a revolução do data center

Se 2013 ficou marcado para a comunidade de TI como o ano da inovação, 2014 não significa apenas um aprofundamento de tal conceito mas também um período em que viveremos mais intensamente a transformação que vem ocorrendo.

Isso explica por que o investimento em TI pelas empresas continuará crescendo este ano em todo o mundo, sendo os serviços de nuvem e os data centers duas das principais áreas mais significativas atualmente. Estamos no momento da transição para a “terceira plataforma”.

Segundo dados divulgados no relatório IDC Predictions 2014, espera-se que este ano o mercado global de TI tenha expansão de 5,1% em relação a 2013, impulsionado pelo crescimento de serviços e tecnologias de nuvem e Big Data, que aumentarão na proporção de 25% e 30%, respectivamente.

A “terceira plataforma” refere-se a um conjunto de tecnologias e serviços relacionados com as quatro chaves que norteiam o investimento das empresas: cloud computing, big data, social business e mobilidade. São conceitos interligados e que, de uma forma ou de outra, respondem à necessidade imperativa de tornar as informações corporativas disponíveis em qualquer dispositivo, a qualquer hora e local.

Nesse sentido, o processo de transformação tem como “epicentro”, se podemos chamá-lo assim, o data center, o que permite às organizações terem a capacidade de disponibilizar informações em nuvem, em diversas plataformas, enquanto os processos são automatizados e se reduzem os custos de manutenção. Nesse contexto, não é coincidência que uma boa dinâmica do mercado de TI está prevista para este ano e o restante da década, já que os data centers vivem, e continuarão a viver, uma evolução importante.

Alavancados por essa “terceira plataforma”, os data centers rompem gradualmente as limitações tradicionais que as empresas encontravam em sua infraestrutura de TI. Isso abre o caminho para a verdadeira inovação em seus processos de negócios e aumenta a capacidade de processamento, armazenamento e gerenciamento de serviços de TI mais ligados a suas necessidades reais.

É por esse motivo que as melhores companhias de TI combinam tecnologias de virtualização, automação e nuvem em uma arquitetura flexível chamada data center definido por software (SDDC, Software-Defined Data Center). Trata-se do conceito da TI como um Serviço.

Nesse fenômeno, sem dúvida, a virtualização tem desempenhado um papel determinante ao tornar possível e combinar a redução de custos dos data centers com maior eficiência e desempenho da infraestrutura. Portanto, a virtualização não está relacionada hoje apenas com os servidores, mas mantém a expansão dos data centers incluindo também armazenamento, rede e processamento.

Tudo isso representa uma evolução drástica hoje. Significa não apenas otimização de recursos mas especialmente maior agilidade que, por sua vez, permite a um universo maior de organizações o acesso aos benefícios proporcionados pela TI, convertendo-os em aliados ainda mais próximos dos negócios através da inovação contínua.

*Fabio Costa é presidente da VMware no Brasil

* texto originalmente publicado no site do Computerworld