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Conheça a estratégia Intercloud da Cisco

Por Nick Earle

Hoje, durante o Cisco Live, anunciamos uma expansão da nossa Estratégia Intercloud. Adicionamos novos recursos e capacidades para o nosso software de nuvem híbrida, o Cisco Intercloud Fabric, juntamente com a adição de 35 fornecedores de software independentes empenhados em desenvolver serviços e funcionalidades para o Intercloud, habilitando-os para os clientes. Em conjunto, estes desenvolvimentos darão aos clientes mais possibilidades de escolha, conformidade e controle no mundo da nuvem híbrida.

Contudo, existe uma grande oportunidade que vai muito além da nuvem híbrida. Nós não estamos apenas desenvolvendo uma nova plataforma de nuvem para conectar o mundo e as suas muitas nuvens. Estamos nos preparando para um futuro muito maior de TI híbrida, quando bilhões de serviços digitais, aplicativos e dispositivos inteligentes precisarão de um ponto de controle.

Acreditamos que esse ponto de controle é a nossa plataforma Intercloud.

A próxima Onda da Internet

A cada hora, 300.000 novas coisas se conectam à Internet, o que significa mais de 50 milhões de coisas por semana, e esta taxa de conectividade está aumentando. Estimamos que, em 2020, 50 bilhões de coisas e cinco bilhões de pessoas estarão conectadas.

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Todas as coisas estarão ligadas à Internet. Não é necessário que todos os devices tenham inteligência própria ou estejam permanentemente ligados com a Internet. A inteligência e a conectividade de cada aparelho podem ser levadas para a nuvem. Já podemos ver isso hoje. Várias coisas das nossas casas estão conectadas à nuvem: o termostato da casa, detector de fumaça e o backup de arquivos e de telefones, para citar alguns. E não é só em casa – a explosão da nuvem inclui carros conectados, como o Tesla, e as cidades inteligentes.

A ideia não é apenas desenvolver a tecnologia pela tecnologia. As coisas conectadas são até dez vezes mais valiosas do que as coisas não conectadas. O Tome Nest, por exemplo: um termostato básico, que é vendido por 23,19 dólares nos EUA. Apesar disso, adicione a conexão com a nuvem para permitir a interação, o gerenciamento do dispositivo e algumas análises básicas, e o aparelho pode ser vendido por $ 249. Da mesma forma, um cadeado básico de porta Qwikset, vendido por US $ 18, passa a ser comercializado por US $ 199 quando conectado a uma nuvem para que você possa abrir a porta da frente com o seu app Kevo, via smartphone.

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Nós estamos vendo uma hiper explosão de aplicativos, dados e coisas na rede. Tirando proveito de todos esses novos dados, as empresas podem digitalizar seus processos de negócio e atuar em um mercado de 19  trilhões de dólares em valor em 2020. (Caso esteja interessado, temos uma análise detalhada da nossa pesquisa. Clique aqui para saber mais).

Shadow IT sem controle

As empresas estão se atualizando rapidamente, mas, na maioria das vezes, de uma forma muito fragmentada e arriscada. Um ano atrás, não era incomum para os nossos serviços de análise de consumo de nuvem encontrar 5 a 7 vezes mais sites na nuvem sendo utilizados para armazenar dados críticos de empresas do que os CIOs dos nossos clientes estavam sequer cientes ou tivessem autorizado. Hoje, apenas 12 meses mais tarde, esse número é frequentemente de 15 a 20 vezes e continua crescendo. Em média, os nossos clientes grandes estão usando 675 serviços de nuvem externos, incluindo armazenamento de dados e processos de negócio, especialmente os voltados para o cliente. A parte assustadora para um CIO: o número de serviços em nuvem aumentou 17% nos últimos seis meses.

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Isso cria enormes, mas muitas vezes invisíveis, riscos para as empresas. A principal ameaça é a segurança – apenas uma pequena porcentagem desses sites utilizam criptografia ou exigem autenticação de acesso rigoroso. Sustos de segurança recentes criaram uma nova regulação para empresas, visando a mitigação de riscos. Do ponto de vista do CEO, o CIO e o CSO são responsáveis por proteger a empresa e garantir a conformidade e a aderência política. Contudo, com 50 vezes mais coisas ligadas à rede, o número de nuvens e a percentagem dos seus dados que é realizada fora do seu controlo continuarão crescendo. Você não pode controlar o que você não pode ver ou gerenciar, então, a cada dia que passa, a sua capacidade de controlar tudo isso diminui. As auditorias de conformidade serão regularmente negativas.

Até agora, a resposta tem sido a nuvem híbrida, uma combinação de nuvens públicas e privadas. Mas a economia da nuvem pública e da interoperabilidade não é um princípio central do projeto. Como resultado, temos visto uma corrida a zero na precificação, ao ponto do IaaS (Infrastructure as a Service – Infraestrutura como Serviço) ser essencialmente de graça. Muitos dos players menores serão adquiridos ou sairão do negócio, lutando para financiar o investimento necessário. Mais uma vez, isso significa um risco significativo e crescente para os nossos clientes, especialmente porque eles não sabem quais nuvens estão mantendo os seus dados.

TI Híbrida atropela a nuvem híbrida

Como desreguladores, as grandes empresas de nuvem pública têm focado no desenvolvimento de aplicativos nativos, ao invés de desenvolverem a interoperabilidade de aplicações legado. Aplicativos nativos à nuvem são baratos para se desenvolver, massivamente escaláveis e de instrumentos-chave na digitalização de processos de negócios em um mundo móvel. Todos nós já presenciamos inovações disruptivas, como o Uber, Spotify, Airbnb e o Stripe. Eles são diferentes de aplicativos legados, porque são modulares, projetados para a era móvel em nuvem, construídos em torno de princípios DevOps e com algumas outras tecnologias, como o OpenStack e o Docker, que foram gerados por comunidades de código aberto.

Mas a partir de uma perspectiva do CIO, 90% dos negócios de hoje ainda roda em aplicativos legados e assim será por algum tempo. O resultado é uma bifurcação crescente de TI, o que o Gartner chama de “TI Bimodal”. Ou seja, os CIOs estão lutando para abraçarem os modos tradicionais de TI em um modelo seguro, em conformidade perfeita e com controle total.

Todos esses dados reforçam a nossa crença de que um balanço significativo para um novo modelo, híbrido e seguro, de TI (não apenas nuvem híbrida) é necessário. Nós projetamos o Intercloud a partir do zero com essas tendências em mente. Ele foi construído para o mundo de muitas nuvens e conecta todas, independentemente da tecnologia utilizada, o que dá o controle de volta para o departamento de TI. Ele dá a liberdade que o CIO precisa para acessar tudo o que quiser em termos de serviços em nuvem de forma segura, compatível e livre de atritos.

Aplicativos podem ser executados em qualquer arquitetura e usar qualquer hypervisor. Eles podem ser executados na nuvem privada, em uma nuvem pública ou em uma nuvem de um parceiro. Eles podem ser executados na rede ou em casa. Para responder às preocupações de segurança, a Cisco e o Cisco Intercloud promovem a automação de todas as políticas de aplicativos em todas as nuvens, o que significa que você pode confiar na integridade do ecossistema. Além disso, aplicativos podem ser movidos entre as nuvens em segundos. Essencialmente, dá o controle de volta ao CIO em um mundo tecnologicamente fragmentado.

É por isso que mais de 60 dos principais provedores de nuvem já se inscreveram para participar do ecossistema global Intercloud para habilitar mais de 350 datacenters em mais de 50 países. Atualmente, com a adição de 35 novos parceiros de aplicativos que unem o ecossistema Intercloud, estamos potencializando os desenvolvedores que podem ajudar os clientes a implantarem seus aplicativos em nuvem nativas com mais segurança.

Estou orgulhoso do momento que alcançamos em pouco mais de um ano. Estamos nos movendo rapidamente para construir a base de parceiros, tecnologia e serviços para realizarmos esta visão audaciosa. E o melhor de tudo – nós estamos apenas começando.