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Elon Musk quer lançar 4 mil satélites para fornecer Internet a partir do espaço

Elon Musk está buscando a aprovação do governo dos EUA para começar a testar um projeto que pretende difundir a Internet a partir de 4 mil satélites orbitando a Terra. Ele afirma que quer levar Internet de alta velocidade para todos os cantos do mundo.

O plano seria transformar a SpaceX, empresa presidida por Musk e baseada unicamente na produção de foguetes e vôos espaciais até o momento, em um provedor de Internet para competir com empresas como Comcast, Verizon e outros gigantes de telecom, mercado (mundial) de mais de US$ 2,1 trilhões por ano atualmente. O plano de Musk é enviar o foguete Falcon 9 para o espaço e implantar uma frota de satélites ao redor do planeta.

O custo do projeto deve girar em torno de US$ 10 bilhões, de acordo com relatos que circularam no início do ano. Mas Musk já havia dito que o negócio será uma boa fonte de receita em longo prazo e que o dinheiro poderia ser usada para, eventualmente, construir uma cidade em Marte. O executivo anunciou a iniciativa no início de 2015 e agora a SpaceX fez o pedido formal de autorização da United States Federal Communications Commission (FCC) para começar os testes no próximo ano, com o GO LIVE do projeto previsto para 2020. Musk quer descobrir se as atuais antenas dos seus satélites conseguem enviar os sinais de volta para a Terra.

Essa não é a primeira vez que um bilionário da Internet se interessa por satélites e, muito provavelmente, não será a última. Durante a década de 1990, uma empresa fundada por Bill Gates aspirou algo semelhante, mas os custos ficaram fora de controle e o plano desmoronou. O Facebook também cancelou o projeto de um satélite de US$ 500 milhões para espalhar a Internet em todo o planeta.

Contudo, Musk parece bastante confiante de que conseguirá colocar os 4 mil satélites funcionando na órbita da Terra. Ele afirma que a utilizacao de muitas máquinas pequenas, que são mais baratas e eficientes, ajudarão o seu projeto a superar os problemas das iniciativas anteriores, que dependiam de satélites maiores e mais difíceis de serem repostos caso algo desse errado. Realizando a fabricação de todos os componentes do projeto na própria SpaceX, Musk espera manter os custos baixos e resolver os problemas de fornecimento.