Notícias

Renato Cruz: “Não importa o setor em que trabalhe, você deve prestar atenção ao machine learning”

Assim como as governantas robôs, os carros voadores e as casas flutuantes dos desenhos animados futuristas das décadas de 1980, a inteligência artificial é uma promessa de longa data, que permaneceu no imaginário e fora de nosso alcance por décadas.

O lado bom da história é que ainda não fomos escravizados por nossos senhores robôs.

A verdade é que a invasão da inteligência artificial já começou – mas sem exterminadores do futuro nem o programa de controle central do filme Tron.

Na verdade, a inteligência artificial já está presente em sua rotina diária sem que você perceba – graças à uma subcategoria nomeada machine learning (aprendizado de máquina).

O machine learning permite que computadores aprendam sem a necessidade de serem programados para cada função, simplesmente sendo expostos a um volume massivo de novos dados.

Os sistemas de machine learning aprendem o tempo todo, escondidos em diversos dispositivos e equipamentos ao seu redor.

Eles reconhecem seus amigos e familiares nas fotos do Facebook. Apresentam sugestões personalizadas de filmes ou livros na Netflix e na Amazon. Filtram o spam na sua caixa de e-mails. Mostram o melhor caminho ou ajudam com tarefas mais simples com a Siri ou Alexa. E o mais interessante é que as pessoas têm encontrado novas utilizações para isso o tempo todo.

Não importa o setor em que trabalhe, você deve prestar atenção ao machine learning, principalmente devido à vantagem estratégica que ele pode oferecer.

Ao direcionar essas tarefas para a máquina, você libera capital humano para pensamentos e estratégias criativas, que resultarão em soluções para superar desafios e ampliar seus negócios.

Quebra de paradigmas
O machine learning já transforma processos de negócios e quebra paradigmas. Pode ser melhor usado para reconhecer padrões, o que permite ao sistema extrair insights, descobrir anomalias e fazer previsões.

Ele dá poder às corporações, que podem gerar vantagens competitivas a partir dos dados.

Esqueça o carro voador e os robôs por um minuto – o machine learning tem redesenhado a forma como fazemos negócios, pois:

– mantém as empresas competitivas e lucrativas ao detectar as fraudes,
– aumenta a segurança com reconhecimento facial,
– detecta defeitos de produção,
– personaliza a experiência de um cliente de varejo com base em seus hábitos de consumo,
– prevê a atividade molecular para a descoberta de um novo medicamento, ou
– melhora a tradução de um software com o processamento de linguagem natural.

O machine learning também desempenha papel fundamental em buscas web, score de créditos, mercado de ações, previsão de manutenção de veículos, monitoramento de pacientes em UTIs, cobrança e muito mais.

Nova era do machine learning
Uma máquina não pode trabalhar como médico ou advogado – ainda –, mas permite que médicos e advogados atendam mais pessoas, de forma mais eficiente, ao assumir a rotina diária de suas pesquisas e análise de dados.

Criado em 1959 pela IBM, o conceito foi popularizado em 1990. Hoje, muitos especialistas afirmam que estamos na segunda era do machine learning.

O interesse renovado e os avanços são resultados de vários fatores estratégicos como:

– o volume massivo de dados de milhões de usuários online,
– sensores e dispositivos inteligentes,
– soluções de armazenamento de dados mais acessíveis e baratas e processamento computacional mais poderoso, especialmente com as unidades gráficas de processamento (GPUs, na sigla em inglês). Esses fatores tornaram possível a produção de modelos que podem processar volumes gigantes de dados de forma mais simples, rápida e precisa.

Isso cria um mundo de possibilidades que cientistas de computação do passado nunca poderiam imaginar.

Continue lendo.